domingo, 14 de abril de 2013

Algo como: Merecer




Não.
Eu digo não
Me pego negando, ignorando como a chuva caí
Fecho os olhos para a luz do sol
Nego e renego o delineado de mim mesma que minha sombra faz
Caminho para onde tenho que caminhar, sem lá querer estar
Fecho a mente só para não escapar
Para o lugar que eu pertenço
Para o lugar que eu mereço?
Merecer, algo  forte para se dizer,
E em minha opinião apenas quem demasia confiança em si mesmo está apto a pronunciar tal palavra.
Mas quem somos nós para dizer que merecemos algo ou não?
Se eu digo que não mereço determinada coisa quer dizer que uma outra pessoa deva merecer?
Merecer, algo injusto a se dizer,
Dizemos essa palavra com toda a convicção de ser algo injusto ou algo completamente apropriado,
Mas quem somos nós para julgar determinada situação, mesmo que ela aconteça com nós mesmos?
Sim, quem somos nós?
Somos traçadores de nosso próprio destino?
Somos formadores de opiniões? Sendo que nos baseamos na opinião de nossos antecedentes?
Em conflitos com tal verbo me pego,
Merecer...
Quando se batalha por algo e depois da exausta batalha esse algo você conquista dizem: você fez por merecer
Sera?
Você só conquistou o seu algo por ter batalhado, então você o mereceu, por ter batalhado por ele.
Meu conflito se estende resolvendo-se com a compreensão de que merecer é o complemento de uma ação de trabalho árduo e exaustivo.
E nisso eu realizo que só posso estar onde mereço quando eu passar por tudo que me é delimitado, por todos os empecilhos e obstáculos.
Mesmo assim estou estacada na linha que demarca o começo da minha jornada
Meus caprichos não mais poderei atender, sendo que minha concentração tem que se focar nas minhas pernas para minha própria locomoção.

Minha vontade e minhas escolhas estão entrando em visível conflito;
É tarde demais pra voltar a trás em minha escolhas, e minhas vontades estão por demasia enraizadas dentro de mim.
O que me leva a passar por pensamentos conflituosos.
Deixando-me com sentimentos e emoções que me preocupam
Admiro como uma pessoa apenas, pode causar tantos conflitos com ela mesma
Me admiro por tanto me conflitar, e não me importar com as soluções que virão desses conflitos
Mas sim, das perguntas que irão surgir para virarem novos conflitos e assim me entreter.



sábado, 16 de março de 2013

Algo Como: Esquecer





Chegou aquele momento,
Estou estagnada nesse mesmo momento
O momento de memorias passadas, que assombram meu presente e impedem meu futuro
Essas memorias rondam minha mente, perturbando e torturando-me.
Fazendo-me acreditar em como é difícil ir adiante
Como situações corriqueiras são perturbadoramente mais assustadoras do que as situações que eu antes julgava difíceis e complicadas
É engraçado pensar que algo que no passado não me preocupava, poderia causar tanto impacto para a eu do agora.
Acho que quando dizem que suas ações irão impactar no seu futuro, não poderiam estar mais corretos.
Mas acho que esqueceram de dizer que não são suas ações em momentos críticos que mais contam no futuro, a constância de ações tem mais valor do que ações sazonais, pois são elas que te definem.
E momentos que você se deixou levar por influencias de sua felicidade ou liberdade fazem toda diferença quando se olha de outra perspectiva.
Ninguém te conhece como você conhece a si mesmo, mas se você não se conhecer a finco, então o que irá fazer quando suas memorias o atormentarem?
São elas que fazem quem você é?
É isso que você quer ser? Memorias passadas? Memorias nem tão confiáveis como os momentos antes vivenciados?
No que confiar, quando a palavra confiança nem sequer deveria ter sido criada?
Não quero mais ter que pensar em como eu era, sendo que eu nunca fui tão eu mesma como agora.  E eu sei que mais pra frente eu irei pensar a mesma coisa, não sou mais quem fui e não serei novamente quem estou sendo agora.
Não estou estável, e acho que nunca estarei.
Se eu sei disso, provavelmente eu me conheça mais do que imagino, mas se é assim por que meu adorado cérebro insiste em me atormentar com o passado? Com memorias que seriam muito bem recebidas num esquecimento perpetuo.
Essas memorias de coisas que marcaram-me sem meu consentimento estão me fazendo perder tempo pensando em como fui tão tola a ponto de errar de variadas maneiras.
Queria fazer tudo diferente, mas sei que se tivesse a oportunidade não o faria, pois quero que o rumo das coisas sigam como devem seguir.
No fundo, essas memorias não são importantes a ponto de massacrar-me, estão mais para um apêndice  não estão ajudando, só estão lá, porém podem causar dor em algum momento, mas diferentemente do apêndice eu não poderei retirar-las, só aprender a enterrar elas nas profundezas da minha mente
e é isso que eu quero, enterra-las para nunca mais tê-las que encarar.

E nesse momento que me encontro surge a duvida nevrálgica:

Como ?

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Algo como: Controle

   

    É engraçado pensar o quanto você pode fazer; sem nem saber como;
    É engraçado quando enxergamos que quem está nos subestimando não é ninguém além de nós mesmos;
    E quando alguém valoriza algo que você faz, ou que depende de você para algo, você pensa, por que você pensa que eu posso fazer isso?
    Mostrar confiança, mas por dentro ser inseguro?
     Ou ter capacidade, e apenas inexperiência?
    Estou a um passo de uma nova fase da vida;
    A fase em que se encara não apenas as responsabilidades, mas também pessoas fora do meu circulo pessoal.
    É diferente, é animador , faz você querer ir em frente para saber o que pode mais acontecer, mas ao mesmo tempo faz você querer parar, pois ainda sente o gostinho da ignorância.
     Dizem que felizes mesmos são os ignorantes, pois não tem conhecimento suficiente para se importar.
     É difícil dizer se ter o conhecimento de algo te tornará infeliz ou não terá relevância alguma;
     Creio que é o clímax da vida, o simples NÃO SABER;
    A procura constante por conhecimento e aprimoramento pessoal não tem significância perante a dúvida de não saber o que irá acontecer no futuro.
     Sinceramente, eu prefiro não saber, mesmo que muitas vezes exista a vontade de pelo menos saber o final de algo, sem saber como se chegou lá, sabe? Como quando se está lendo um livro e você não tem noção do final, por isso lê as ultimas paginas do ultimo capitulo, só pra ter certeza que o livro é bom.
     Algo como querer estar no controle da situação, e se planejar para um final bom ou ruim? Não sei, talvez a maioria dos escritores tenham pelo menos uma característica em comum, a necessidade de querer saber o final de alguma vida sem ter que vivê-la por completo, escrever o começo, o meio e o fim do jeito que ele supõe ser o correto;
     Escrever usando a imaginação, podendo fazer coisas que vivendo por você mesmo não seria possível, viver em épocas em que o mundo era diferente.
    ESCREVER: um verbo de ação, uma atividade que exige dedicação, pesquisa e imaginação; e na minha opinião o sentimento de satisfação ao terminar um livro, não pode ser descrito em palavras , não que eu já tenha terminado algum, mas posso imaginar por estar começando, ter um manuscrito onde você controlou tudo o que aconteceu, todos que estão presentes, é como viver numa utopia particular.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Silêncio


Não são bons tempos, não estou num bom tempo
Não estou no lugar certo
A coisa certa não me acontece
E a errada, vezes me surpreende não sendo nada
Nada, é o lugar onde estou
No nada, com tudo, sem ninguém
Tendo que conviver comigo mesma
Não me aturo, não me seguro
Nessa insegurança segura que me acolhi
Contruí paredes de afastamento
Agora lamento pelos afastados
Na verdade, lamento por mim
Lamento por ser como sou
Por não conseguir atender minhas expectativas
Por ficar no mesmo lugar por tanto tempo
Transformando o tempo em uma forma
Que constroi meus momentos, todos idênticos
Todos os mesmos, repetidas vezes
Chances, esperança vã, desassossego, expectativa e desânimo
Entristecida, quase derrotada, com apenas alguma chama de vontade em mim.
Eu me obrigo a sorrir , a agir como se nada tivesse acontecido.
Como que ao ser rejeitada fosse fácil, não doesse,
 Mas doí, e eu não posso dizê-lo... me frustra
E agora estou triste, frustrada e com a boca fechada. 

Aquilo que resisto.




E isso queima, sim eu digo queima
seu perfume em minha veia
Seu olhar no meu luar
O doce deleite de sua companhia
No doce som da sua voz
A luz do seu olha ofusca
o brilho dos vagalumes
Sua figura fulmina
cada sombra da esquina
Isso me abomina
Me leva a ruína
Demasia meu tempo
Preenche meus pensamentos
e tudo o que enxergo
é uma névoa
em volta de tudo o que me importa
E meu foco está naquilo que menos enxergo
Naquilo que eu mais evito
A mim mesma resisto.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Aqui


Ela está presente, está aqui, porém distante
A voz dela vai diretamente a você, mas não seus sentimentos
Ela assiste, graceja e opina
Mas ela não está aqui, mesmo estando
Onde ela pode estar, a não ser longe daqui?
Quando aqui lhe dá todas razões para não se estar
Não querer estar, e ter que estar são tão distintos que se assemelham em sua distinção
Não é apenas uma simples vontade, é algo maior, algo com substância
Que se concentra em seu ser
Na sua mente, corrompendo todo seu corpo em milésimos
É uma coisa só, muito grande para ser comentado
Muito pequena para fazer a boca emitir algum som sobre.
Essa vontade, esse desejo de simplesmente fugir
Destruir e enterrar, é o que eu sinto quando ela fala comigo
Pois ela não está aqui mesmo estando
Ela não está aqui, mas também não quer que eu esteja
Longe, perto não importa
Contando que não seja qualquer lugar chamado aqui.

sábado, 15 de setembro de 2012

~

 

   Sua própria natureza se revoltava contra aquele excesso de angústia que tentara mutilar ou empanar a sua serenidade perfeita. É o que sempre acontece com pessoas dotadas de temperamentos sutis e emotivos.
     Suas fortes paixões ou os aniquilam ou são subjugadas. Ou matam ou morrem.
     As amarguras e os amores pouco profundos sobrevivem. Mas os grandes amores e os grandes desgostos acabam destruídos pela sua própria exaltação.

Trecho do livro: O Retrato de Dorian Gray
- Oscar Wilde