sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ilusões, Sonhos e Desejos.


E são naqueles momentos de solidão
Que você começa usar a imaginação
Criando ilusões, esperando o momento certo
Para fechar os olhos e vivenciá-las
De uma maneira que não seria possível fazer na realidade
E por mais que digam que ilusões, são ilusões por não existirem
Eu me pergunto por quê.
 Se eu posso imaginá-las, se elas vivem e dançam em minha mente,
Mesmo assim elas não existem?
Como algo que está dentro de você, que está tão enraizado em sua mente
 Pode não existir?
Algo que não é apenas sobressalente, mas sim uma parte de cada fibra do seu ser
É como uma tesoura, se não tiver o parafuso que segura as lâminas, como ela se manterá firme e eficaz?
Ilusões...
Para mim, agem como o elo que une a realidade e o mundo da imaginação.
É uma mistura dos dois.
Onde pegamos nossa realidade e a encaixamos nos nossos sonhos.
Num lugar que não vivemos na realidade e se for possível seguimos nossos sonhos,
 Pois eles só podem ser concretizados se nossa realidade nos permita tal feito.
Não, é apenas um lugar que vivemos sempre nossos sonhos,
 E nossa realidade que tem que se adaptar a nossos soberanos desejos.
Então se sonhos existem, por que as ilusões devem ficar fora disso?
No fim ambos não são tudo o que mais desejamos?
Penso que embora sutil, a diferença é perceptível por demasiado
Os sonhos você tem toda convicção de que é algo desejável
A ilusão não.
 É algo que aparece bem no fundo da sua mente
Que como que de uma ampulheta grãozinhos de areia vão caindo um por um.
Como se não tivessem fim, como as águas do oceano.
E os grãos que já caíram vão formando um montinho,
Esse montinho vai crescendo tímido,
 Pois afinal sua estrutura é tão frágil e pequenina, que prendemos o ar com medo dela se dispersar
E chega um ponto em que você não presta mais atenção nos grãos que caem, e em quantos faltam pra cair
Mas sim, no montinho que começa a surgir
Se juntarmos nossas ilusões, elas se tornaram um montinho
E esse montinho se tornara um sonho nosso
São muitas ilusões até conseguirmos ver que criamos um sonho.
E esse sonho nunca para de crescer,
 Porque nossas ampulhetas nunca param de derramar suas ilusões.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Pedras e Caminhos


Atravessando ruas, colinas e estradas
Sempre parando para deixar algo passar
Parando pra ajudar alguém ou apenas para recuperar suas forças
Mesmo tendo na cabeça o pensamento que você não pode parar
Que do lugar onde você está você não pode sair, a não ser se continuar andando
Você tropeça, e dá de cara com o chão, 
Você olha para trás, e levanta de repente
E percebe que só tem chão adiante, 
Do lugar que você veio, não há nada a não ser algumas pedras que restaram do caminho feito.
Você volta a caminhar, mas não sem algo no que pensar
Tenta recordar de todo o caminho que te levou onde você está,
Mas só lembra de pequenos fragmentos
Daquelas pedras de múltiplos tamanhos que ficaram para trás
Curioso, isso é muito curioso, você olha para trás mais uma vez
E vê que cada pedra tem uma cor, no começo pensa  que elas nunca foram dessa coloração
Ai você se lembra, que elas sempre tiveram esse tom,
Tons vibrantes, alegres, pastéis, cinzelados e amargos
Um tom pra cada pedra.
E você fica tão fascinado com tantos tons, e com as historias que eles mostram em seu interior
Que esquece de olhar pra frente
Olhar pro caminho que você tem adiante, e só dá valor quando ele se transforma em pedras
Pedras da sua memoria, das suas lembranças
Você até já tentou ir pelo caminho inverso e saltar nessas suas pedras,
 Para ver se podia pôr outras pedras e completar o caminho
Uma tolice juvenil, admito
Mas todos têm as suas pedras, e quem nunca cometeu uma tolice como essa que atire a primeira pedra que se lembra.
Se não for a pedra de uma tolice, qual é o sentido das pedras terem tantos tons?
Voltando a seu caminho, não por escolha própria
Mas sim, porque esse caminho você não escolhe quando parar, ou quando mudar de direção
Você só pode olhar pra trás e ver suas pedras
E quando enfim conseguir enxergar que não somente as pedras tem tons fascinantes
Que o seu caminho é feito dos mais diversos tons e brilhantes
É só uma questão de observação,
São sempre tons novos para conhecer, coisas novas em seu caminho
Que sim, quando você passá-las virarão pedras, 
Mas porque sofrer com o que acontecerá depois, 
Se pode-se aproveitar o que o seu caminho lhe mostra nesse instante?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Devaneios


Não sei o que fazer mesmo não tendo nada que eu possa fazer.
Não sei o que pensar, pois meus pensamentos abandonaram-me.
Não consigo ficar triste, quando há tantas coisas para se ficar feliz.
São nesses momentos que se percebe que a vida não é complicada, apenas você que faz com que ela seja.
Todos obstáculos que aparecem em seu caminho, foi você do passado que os colocou para você do futuro,
E todos obstáculos que aparecerão em seu futuro, foi você de agora que os colocou, 
Pra se desafiar ou apenas por uma vingança pessoal a si mesma, não sei, quando é que você já se entendeu?
Apesar de se conhecer como ninguém, você é quem menos se conhece.
E em uma brincadeira de nunca se mostrar verdadeiramente, para sempre surpreender quem acaba se surpreendendo é você, pois nunca sabe do que é capaz e por isso não resiste a se colocar a prova
É, eu sei, são seus sonhos que te fazem assim, sua utopia guardada em um baú no fundo das gavetas de sua mente. 
São coisas pré estabelecidas por ninguém alem de você, e que ninguém mesmo você pode mudar, afinal quando você coloca uma ideia em sua mente ou até mesmo em uma gaveta, ela não irá ser esquecida mesmo se engavetada.
Essa vontade de sempre por um ponto final em tudo e em todos só faz com que cresça uma ansiedade por aquilo que está por vir, e que você com certeza enfrentará e que mesmo fazendo planos pra fugir, sabe que quando a hora chegar você estará lá para por um ponto final em tudo isso.
Você tenta criar uma utopia não apenas do mundo, mas de si mesma com modelos literários de bravura, honra e lealdade.
Sem se dar conta que são as circunstâncias que criam as pessoas, e que você terá que conviver com as duas, as circunstâncias e as pessoas. 
Querer fazer da sua vida um livro não quer dizer que você mesma pode escrevê-lo.
Querer ficar em cima de uma onda não quer dizer que você saberá o momento que ela irá quebrar.
Querer não é poder, e poder não pode estar nas mãos da humanidade.
Imagino que é por isso que colocamos sempre a culpa de não podermos certos desejos no destino.
Ah, o destino como eu bem sei pode ser muitas vezes cruel, mas uma crueldade com proposito sempre deve ter um antecedente, por que se não fosse assim não seria um destino cruel, seria um destino sem importância que muitos tentariam se desviar e acabariam caindo em um penhasco sem nunca conseguir parar de cair cair cair e cair e quando finalmente se acostumarem com essa queda continua, perceberão que o chão finalmente chegou junto com o fim de suas vidas. Isso não seria uma verdadeira crueldade? Ver que quando seu destino finalmente chega você não poderá comparecer? E quem você deveria culpar a não ser você mesmo?

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A Visita de Thor a Jotunheim, O País dos Gigantes




        Certo dia, o deus Thor, com seu criado Tialfi e acompanhado por Loki, partiu para uma viagem ao país dos gigantes. Tialfi era o mais veloz na carreira de todos os homens. Carregava a mochila de Thor, que continha as suas provisões. Quando chegou a noite, eles se viram numa imensa floresta e procuraram, em todos os lados, um lugar onde pudessem se abrigar, chegando, afinal, a um grande palácio, com uma entrada que ocupava uma de suas fachadas inteira. Ali se deitaram para dormir, mas à meia-noite foram alarmados por um tremor de terra que sacudiu todo o edifício. Thor, levantando-se, chamou os companheiros para procurarem, com ele, um lugar seguro. A direita encontraram um aposento adjacente, no qual os outros entraram, enquanto Thor ficava à porta empunhando seu malho, disposto a defender-se se acontecesse alguma coisa. Ouviu-se, durante a noite, um terrível rugido e, ao amanhecer, Thor saiu e encontrou estendido perto de si um enorme gigante que dormia e roncava, produzindo o rugido que o assustara tanto. Conta-se que, pela primeira vez, Thor teve medo de se utilizar de seu malho e, como o gigante tivesse acordado, limitou-se a perguntar-lhe o nome.
— Chamo-lhe Skrymir — disse o gigante. Mas não preciso perguntar teu nome, pois sei que tu és o deus Thor. O que aconteceu, porém, com a minha luva? Thor percebeu, então, que aquilo que tomara, durante a noite, por um palácio, era a luva do gigante, e o quarto onde seus companheiros se haviam refugiado, o dedo polegar da luva. Skrymir propôs, então, que viajassem juntos e, tendo Thor concordado, eles se assentaram para fazer a refeição matinal, depois do que Skrymir arrumou todas as suas provisões em uma mochila, que atirou às costas, e pôs-se a caminhar à frente dos outros, que só a custo acompanhavam seus passos enormes. Assim viajaram durante todo o dia; ao anoitecer, Skrymir escolheu um lugar para passarem a noite, sob um grande carvalho, e disse aos outros que iria deitar-se para dormir, acrescentando: — Ficai com a minha mochila e preparai vossa ceia. Dentro em pouco, o gigante estava dormindo e roncando, mas Thor, tentando abrir a mochila, verificou que Skrymir a amarrara tão bem que era impossível desatar um único nó. O deus acabou se irritando e, agarrando o malho com ambas as mãos, desfechou uma furiosa pancada na testa do gigante. Skrymir, acordando, limitou-se a perguntar se havia caído alguma folha em sua cabeça e se eles haviam ceado e já iam dormir. Thor respondeu que já iam dormir e, assim dizendo, foi se estender embaixo de uma outra árvore. Não conseguiu, porém, conciliar o sono e, quando Skrymir recomeçou a roncar com tanta força que o ruído ecoava pela floresta, ele se levantou e, segurando o malho desfechou uma pancada com tanta força no crânio do gigante que produziu uma profunda depressão. — Que aconteceu? — gritou Skrymir acordando. — Há pássaros empoleirados nessa árvore? Senti um pouco de musgo dos ramos cair em minha cabeça. Que tens, Thor? Thor tratou de afastar-se rapidamente, dizendo que acabara de acordar,e que, como era apenas meia-noite, ainda havia tempo para dormir. Estava disposto, porém, a chegar a uma decisão, se tivesse oportunidade de desfechar uma terceira pancada. Pouco antes do amanhecer, percebeu que Skrymir dormira de novo e, mais uma vez, pegou o malho e deu uma pancada com tal violência que o mesmo penetrou na cabeça do gigante até o cabo. Skrymir, porém, sentou-se e esfregando a cabeça, exclamou: — Uma bolota caiu em minha cabeça. O quê? Estás acordado, Thor? Acho que já é hora de nos levantarmos e nos vestirmos. Mas não tendes de andar muito para chegardes à cidade chamada Utgard. Eu vos ouvi sussurrando uns para os outros que não sou um homem de pequenas dimensões. Ao chegardes em Utgard, porém, vereis muitos homens mais altos do que eu. Aconselho-vos, portanto, quando ali chegardes, a não terdes confiança demasiada em vós mesmos, pois os seguidores de Utgard-Loki não admitirão fanfarronadas de criaturinhas tão pequenas quanto vós. Deveis seguir a estrada que segue para leste e a minha vai para o norte. Portanto devemos aqui nos separar. Assim dizendo, atirou a mochila aos ombros e, virando as costas, entrou na floresta, deixando Thor sem nenhuma vontade de detê-lo e pedir-lhe para continuar fazendo-lhes companhia. Thor e seus companheiros seguiram viagem e, por volta de meio-dia, avistaram uma cidade no meio de uma planície. Era tão alta que eles foram obrigados a dobrar a cabeça até quase os ombros para poder avistá-la até em cima. Continuaram a andar e entraram na cidade e, avistando diante deles um grande palácio com a porta escancarada, nele penetraram e ali encontraram um certo número de homens de estatura prodigiosa, sentados em bancos, em um salão. Continuando a caminhar, chegaram diante do rei, Utgard-Loki, a quem saudaram com grande respeito. — Se não me engano, este rapazola ali deve ser o deus Thor — disse o rei, encarando-os com um sorriso zombeteiro. Depois, dirigindo-se a Thor acrescentou: — Talvez valhas mais do que pareces. Em que tu e teus companheiros vos destacais, pois não tem permissão de permanecer aqui quem não se destaca, desse ou daquele modo, sobre os outros homens?
— O que sei com perfeição — disse Loki — é comer mais depressa do que qualquer outra pessoa, e estou disposto a oferecer uma prova, enfrentando qualquer um que seja escolhido para competir comigo. — Será uma qualidade levada em conta, se conseguires fazer o que prometes, e vamos tentar agora mesmo — replicou o Utgard-Loki. Ordenou, então, que se aproximasse e experimentasse sua capacidade, em comparação com Loki, um homem que estava sentado na extremidade do banco e que se chamava Logi. Tendo sido colocado no salão um recipiente cheio de carne, Loki colocou-se de um lado do mesmo e Logi de outro lado, e cada um começou a comer tão depressa quanto podia, até os dois se encontrarem no meio do recipiente. Verificou-se, porém, que Loki comera apenas a carne, ao passo que seu adversário devorara tanto a carne quanto os ossos. Assim todos os presentes proclamaram que Loki fora vencido. Utgard-Loki perguntou, então, que façanha seria capaz de executar o jovem que acompanhava Thor. Tialfi respondeu que correria a tal velocidade que ninguém seria capaz de se emparelhar com ele. O rei observou que tal capacidade era algo que realmente podia ser apresentado, mas que, para vencer a competição, o jovem precisaria ser muito ágil. Levantou-se, então, e dirigiu-se, com todos os presentes, a uma planície onde havia um bom terreno para corrida, e, chamando um jovem por nome Hugi, ordenou-lhe que disputasse uma corrida com Tialfi. Na primeira corrida, Hugi ficou tão à frente de seu concorrente que o alcançou por trás, não muito distante do ponto de partida. Correram uma segunda e uma terceira vez, mas Tialfi não foi melhor sucedido. Utgard-Loki dirigiu-se a Thor: que façanha estaria disposto a executar para provar que merecia, realmente, a fama que tinha? Thor respondeu que disputaria uma prova de bebida com qualquer um. Utgard-Loki mandou seu copeiro buscar o grande chifre que seus seguidores eram obrigados a esvaziar quando alguns deles cometiam qualquer falta que implicasse violar os costumes do festim. Tendo o copeiro apresentado o chifre a Thor, Utgard-Loki explicou: — Quem é bom bebedor, esvazia esse chifre de um só gole, embora a maior parte dos homens o esvazie de duas vezes, e os fracos só o consigam de três.
Thor olhou para o chifre, que não era de tamanho descomunal, embora muito comprido. Como estava sedento, levou-o aos lábios e bebeu durante o maior tempo que pôde, a fim de não ser obrigado a tomar um segundo gole, mas, quando afastou o copo dos lábios e o olhou, percebeu que a bebida mal havia diminuído. Depois de respirar com força, Thor tentou outra vez, com toda a energia, mas após afastar o chifre da boca teve a impressão de que bebera ainda menos que da vez anterior, conquanto a bebida já não respingasse agora. — E então, Thor? — exclamou Utgard-Loki. — Não deves te poupar; se queres esgotar o chifre no terceiro gole, precisas beber muita coisa, e devo dizer que não serás considerado aqui um homem tão forte quanto és em tua terra, se não executares outras façanhas melhor do que estás executando esta. Furioso, Thor levou novamente o chifre aos lábios, e fez o possível para esvaziá-lo; mas, ao olhar a bebida, viu que ela estava apenas um pouco mais baixa. Assim, resolveu não tentar outra vez e devolveu a vasilha ao copeiro. — Agora estou vendo que não és o que julgávamos que fosses -disse Utgard-Loki. Poderás, no entanto, tentar outra façanha, embora me pareça que não tens condição para conquistar qualquer prêmio. — Que experiência propões agora? — perguntou Thor. — Costumamos praticar aqui uma brincadeira da qual participam somente as crianças — respondeu Utgard-Loki. Consiste apenas em levantar meu gato do chão, e eu não me atreveria a propor tal coisa ao grande Thor, se já não tivesse observado que não és, de modo algum, o que esperávamos. Mal acabara de falar, um grande gato cinzento entrou no salão. Thor segurou-o pela barriga e fez o possível para levantá-lo do chão, mas o gato, recurvando as costas, tornou vãos todos os esforços do deus, que não conseguiu levantar senão uma pata do animal. Vendo isso, Thor desistiu de fazer nova tentativa.
— A experiência deu o resultado que eu esperava — disse Utgard-Loki. O gato é grande, mas Thor é pequeno em comparação com nossos homens. — Pequeno como sou — retrucou Thor —, deixa-me ver quem de vós, agora que estou enfurecido, estará disposto a lutar comigo. — Não vejo ninguém — disse Utgard-Loki, olhando para os homens sentados nos bancos — que não se julgasse diminuído lutando contigo. Deixarei, contudo, que alguém vá chamar a velha Elli, minha ama, e Thor lutará com ela se quiser. Ela já lançou ao chão muitos homens como tu, Thor. Entrou no salão, nesse momento, uma velha desdentada, a quem Utgard-Loki deu ordens de lutar com Thor. Não é preciso dizer que, por mais que Thor se esforçasse, não conseguiu derrubar a velha. Depois de uma violenta luta, Thor começou a ceder terreno, e afinal caiu ajoelhado. Utgard-Loki disse-lhe, então, para desistir, acrescentando que Thor não teria mais oportunidade de lutar com outra pessoa e que já estava ficando tarde; levou Thor e seus companheiros para os aposentos em que eles passaram a noite. Na manhã seguinte, ao nascer do dia, Thor e seus companheiros vestiram-se e preparam-se para partir. Utgard-Loki mandou servir uma mesa repleta de iguarias e bebidas.
               Depois do repasto levou os hóspedes até a porta da cidade, e, antes que aqueles partissem, perguntou a Thor o que achava de sua viagem e se havia encontrado algum homem mais forte do que ele próprio. Thor respondeu que não podia negar que se sentia envergonhado. — E o que mais me aborrece — acrescentou — é que podeis me chamar de uma pessoa de pouco valor. — Não — disse Utgard-Loki. — Agora que estás fora da cidade, posso dizer-te a verdade: enquanto eu viver e mandar, jamais entrarás aqui de novo. E, palavra de honra, se eu tivesse sabido antes que tinhas tanto vigor e me levarias tão perto do revés, não teria permitido que aqui entrasses desta vez. Fica sabendo, portanto, que te iludi durante todo o tempo, com minhas artimanhas. Primeiro, na floresta, amarrei a mochila com arame para que não pudesses desamarrá-la. Depois, tu me deste três pancadas com teu malho. A primeira, embora a mais fraca, teria terminado com meus dias se me tivesse atingido, mas deslizei para um lado e tuas pancadas atingiram a montanha, onde abriram três fendas, uma das quais de grande profundidade. Lancei mão de recursos semelhantes, nas provas que disputastes com meus homens. Na primeira, Loki, como a própria fome, devorou tudo que tinha diante dele, mas Logi era, na realidade, nada menos que o Fogo e, portanto, consumiu não apenas a carne mas o osso que a sustenta. Hugi, com quem Tialfi disputou a corrida, era o Pensamento, sendo impossível para Tialfi correr na mesma velocidade que ele. Quando tu, por tua vez, tentaste esvaziar o chifre, executaste uma façanha tão maravilhosa que, se eu a não tivesse visto, não teria acreditado. De fato, uma das extremidades daquele chifre ia dar no mar, que tu não conseguiste esgotar, mas, quando chegares à praia, perceberás quanto do mar foi por ti bebido. Realizaste uma façanha não menos maravilhosa com o gato e, para dizer-te a verdade, quando vimos que uma de suas patas estava acima do chão, nós todos ficamos horrorizados, pois o que julgavas ser um gato era, na realidade, a serpente do Midgard, que rodeia a Terra e foi tão distendida por ti que mal conseguiu rodeá-la entre sua cabeça e sua cauda. A luta com Elli não constituiu façanha menos admirável, pois jamais houve um homem ou haverá que, mais cedo ou mais tarde, não acabe sendo vencido pela Velhice, e era isso que Elli era realmente. Agora, porém, que vamos nos separar, deixa-me dizer-te que será preferível para nós que jamais te aproximes de mim novamente, pois, se assim fizeres, defender-me-ei, outra vez, por meios de artimanhas, de modo que desperdiçarás teus esforços e não adquirirás fama lutando comigo. Ouvindo tais palavras, Thor, enfurecido, levantou o malho e teria desfechado uma pancada, se Utgard-Loki não tivesse desaparecido. Quando voltou à cidade para destruí-la, Thor nada encontrou além de uma verdejante planície.
                                                    Fonte:
- A Historia de Ouro da Mitologia- Histórias de Deuses e Herois de Thomas Bulfinch

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Dúvidas entre o Sempre e o Nunca.

     
           O sempre é demasiadamente longo, assim como o nunca é grande demais para qualquer um.
Sendo assim o sempre e o nunca são deverás semelhantes, mesmo sendo tão diferentes, não podem se encontrar em nenhum momento, mesmo estando tão próximos que quase conseguem se tocar por serem extremos em suas próprias circunstâncias.
           Mas mesmo assim parece complexo achar um meio termo, geralmente é: "Agora ou Nunca"; ou " Hoje e Sempre" esse nunca e esse sempre não se encontraram... Que sua única utilidade é de dar impacto ou algum sentido a uma frase já é sabido, que um ser humano não consiga cumprir o seu nunca e o seu sempre pode ser visivelmente compreendido, afinal o ser humano não é o mesmo por todo o sempre de sua vida, e as suas circunstâncias não garantem nunca mudarem.
          Imagino que ainda que sejam palavras tão definidas e que não admitam discussão sequer ao serem proferidas elas tenham tantas falhas quanto as bocas que as articulam, se eu digo algo como o clichê “Eu sempre te amei”, eu estou sendo totalmente hipócrita, afinal eu não conheceria a pessoa desde sempre, e creio que o amor não brota como feijão no algodão a mesma coisa do ódio, se eu falar “ Eu sempre te odiei”, eu seria no mínimo uma pessoa superficial e sem algum julgamento que se valha, por odiar uma pessoa desde sempre sem algo significativo ter ocorrido  que relevaria esse ódio perpetuo, se bem que eu também não acredito na palavra ódio propriamente dita no sentido exato da palavra, mas isso deveria ficar pra outro tópico, pra quando eu sentir algo parecido e falar com alguma emoção.E sobre o amor e qualquer outro sentimento eu acho humanamente impossível eles serem contínuos, eles podem estar lá, mas não quer dizer que serão usados constantemente, afinal sentimentos são como pares de sapatos, você pode usar para cada pessoa no maximo dois sapatos, já que as pessoas têm apenas dois pés, e acredito que limitadamente você terá dois sentimentos pra  essa pessoa, um oposto do outro, e no decorrer da conversa por exemplo você escolhera com que pé pisar no pé dessa pessoa, se for com o pé da bondade ou da maldade e que depois disso é claro que você pode trocar seu par de sapato para alguma outra dupla de sentimentos, mas é obvio que há sempre quem goste de usar sapatos nas mãos para tentarem expressar mais de um sentimento por vez.
             Já sei o que fica entre o sempre e o nunca, é a dúvida! Sim claro que é a duvida, como não pensei nisso antes? O que te faz pensar em fazer algo que jurou que nunca faria? A não ser aquela pequena duvida que lhe induz a pensar em como seria se você fizesse? E ainda um caminho que você passa a sempre percorrer, e um dia surge a duvida do motivo de você sempre percorrer esse caminho?
           Bem, não acredito que as duvidas tem algo de maligno, menos quando você está fazendo alguma prova de assinalar e está em duvida entre duas ou todas as letras, nesse caso é pura sacanagem principalmente quando você escolhe a alternativa errada. Tirando isso a duvida é ferramenta muito útil da nossa mente, para nos ajudar a não seguir palavras como sempre ou nunca a risca, para que possamos arriscar outra coisa, outro sentimento, seguir nossos instintos sem estarmos atados a meras palavras.                    
           Vendo assim a duvida é muito importante para o desenvolvimento do intelecto de qualquer ser humano, pois afinal o importante não são as respostas e sim as perguntas, e da onde vieram essas perguntas a não ser de nossas duvidas?


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

.-.

         Imagino que um dia cada pessoa desse imenso globo terrestre precisará passar em algum momento de sua vida, por uma crise existencial. É, minha vez chegou e eu não estou gostando nada disso.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012


"Se você quer algo você tem que correr atrás"
Eu prefiro correr na direção oposta, pra que o que eu quero fique longe do meu caminho e não me atrapalhe em outras coisas.
E que se for pra ser, eu conseguirei o que eu almejo de qualquer jeito, não importa se eu corri ou não, uma hora o destino vai ver que chego a hora, por isso se preocupar e se desgastar correndo atrás de tudo é tolice. E desculpa pra quem não tem outra coisa em que pensar u.ú
 So Sorry.